Um Pássaro na Espuma

24 abr

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Ele nasceu em 2006, mas só bombou mesmo lá pra 2009. Foi relativamente efêmero para muitos e, em 2011, muita gente abandonou ele na gaiola. Também pudera! Ficar seguindo jogadores de futebol, sites de humor e ser bombardeado com besteiras diariamente, ninguém merece. Tenho mais o que fazer.

Pois é. Se você teve uma trajetória parecida com a minha no Twitter, você deve se perguntar se essa rede social ainda tem alguma razão de existir, a não ser “xingar muito no Twitter”.

E eu vou ser categórico em confessar que sim. Eu voltei para o Twitter. E quero dizer as razões pelas quais você deve voltar também ou entrar de vez no Twitter. Aliás, pra mim, só existe mesmo uma única razão. E ela é simples: FOAM – Free Open Access Medical Education.

Sim pessoal. Já sabemos das potencialidades da espuma, de como ela é a Medicina do Futuro, mas que raios FOAM tem a ver com o Twitter? Imagine uma comunidade de médicos e professores internacionais, que vão para as principais conferências do mundo e compartilham conhecimentos e ensinamentos? É isso que acontece por lá. Não acredita em mim? Hoje em dia, as principais conferências internacionais da Medicina de Emergência e Medicina Intensiva – o Critical Care deles – pedem, no ato da inscrição, seu usuário no Twitter. Se você ainda está desconfiando, só essa semana tivemos duas conferências internacionais (claro que foram muito mais) que tomaram minha timeline. E sim, eu participei delas sem sair de casa. Foi a International Conference of Emergency Medicine 2016 e a TraumaCareUK2016. Quer ver para crer? Clica aqui: #ICEM2016 e #Traumacare16

Já falei de congressos, mas o que dizer de artigos científicos? É só sair um paper muito aguardado, que a discussão se inicia em minutos. Foi assim com as guidelines do American Heart Association de 2015 e do European Ressuscitation Council, também em 2015. Não preciso nem falar que a polêmica envolvendo as novas definições de Sepse esse ano gerou grandes discussões. Ainda não está convencido? Eu vou te dar uma evidência científica então. É antiga, mas é o que temos para hoje. Um estudo foi capaz de predizer que os artigos mais “retuitados” têm o potencial de serem os mais citados. Acesse ele aqui! Tenho outros artigos sobre o FOAM na cartola, se você ainda está cético, me manda uma mensagem (@ducschub)!

E isso é tão absurdamente maravilhoso que algumas associações e Journals como o Journal of Trauma and Acute Care Surgey / Eastern Association for the Surgery of Trauma fazem mensalmente um clube da revista NO TWITTER. Eles selecionam um artigo para discussão, convidam o autor principal e, juntamente com um moderador, começam a discussão, com perguntas que podem ser feitas por qualquer um. Onde mais você teria a oportunidade de perguntar para os principais cientistas do mundo detalhes sobre suas pesquisas, observar discussões às vezes acaloradas, e colocar dogmas à prova? Nessa terça teremos mais um Journal Club da EAST.

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Essa semana tivemos do Anaesthesia, um dos principais da área de Anestesiologia:

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Bem, acho que eu já te dei inúmeras razões para você voltar para o Twitter. Em um mundo cada vez mais conectado, onde a ciência se beneficia muito das trocas rápidas, construir o conhecimento globalmente já é uma realidade. A academia está cada vez mais interessada nas redes sociais, e até os mais conservadores como os cirurgiões já abraçaram a rede. Como podemos ver no #SurgTweeting, e os cirurgiões plásticos também não ficaram de fora…  #plasticsurgery

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Pessoal da Johns Hopkins estudando Social Media

 

Não sabe por onde começar? Crie uma conta no Twitter e construa sua rede pessoal de aprendizagem. Existem, por aí, inúmeros “pais” do FOAM internacional para seguir, mas se a língua ainda é um problema, pode seguir a gente da Sala Vermelha, que vamos ter um prazer enorme de te ajudar.

Corre e segue o mundo por lá e me manda uma mensagem dizendo se eu consegui convencer você a usar o Twitter. =)

Agora se juntar a espuma está literalmente a um tweet de distância.

Entre no mundo da #SoMe, abrace a #FOAMed (e a #FOAMedBRA) e seja um #MedEd!

Um abração e estude muito no Twitter! =)

@ducschub

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