SVCast #9 – Discutindo as novas definições de Sepse

23 out

Quer entender um pouco mais sobre este assunto tão quente e polêmico com um dos melhores professores de Clínica Médica da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro)? Está interessado em ouvir uma discussão completa que aborda, no mundo da sepse, temas importantíssimos, artigos historicamente clássicos, e toda uma justificativa fisiopatológica muito bem explicada sobre o que ocorre por trás de conceitos consagrados como SIRS e SOFA?

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Neste SVCast entrevistamos o Prof. Mario Castro Alvarez Perez, Doutor em Imunoparalisia da Sepse e Imunossenescência, Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Professor Titular do Centro Universitário Serra dos Órgãos, médico na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de ampla experiência em Medicina Interna, com ênfase em Medicina Intensiva, é um dos professores mais admirados por todo corpo docente e discente das universidades que leciona, sendo homenageado inúmeras vezes pelas turmas que se formam.

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Ué, estamos voltando a falar de sepse? Não tinha acabado? Claro que não! Aqui nesta entrevista com o ilustre Prof. Mario, conversamos, em alto nível, sobre toda a discussão que está ocorrendo após a publicação das novas definições do Sepsis 3.0. Só que, além disso, abordamos sobre grandes marcos da patobiologia da sepse, um pouco da história desse assunto tão complexo, e como ela interfere nos novos conceitos e interpretações estabelecidos por esse artigo de 2016.

“Do que você está falando???”

A abolição do conceito de Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica – SIRS – e sua substituição pelo Sequential Organ Failure Assessment score – SOFA (uma classificação de disfunção orgânica) e pelo quick SOFA – qSOFA (uma forma rápida e prática de se identificar pacientes com risco de evoluírem para disfunção orgânica e óbito) tem um propósito [1]. Não é só para aumentar a especificidade, ou seja, identificar pacientes que realmente estejam sépticos. Desde 2003, com o famoso artigo do Richard Hotchkiss, ficou evidente que a sepse não é uma entidade exclusivamente inflamatória e que o SIRS traduz pouco do que realmente está acontecendo com o organismo de um paciente séptico [2].

“Caramba! Que difícil!”

Calma, não se preocupe. O Prof. Mario Castro deixa tudo isso bem claro para gente e, com o intuito de lhe ajudar ainda mais a entender o assunto, escrevi outros dois textos: sobre por que deixamos de ver a sepse como uma entidade exclusivamente inflamatória e por que a tendência atual é deixar de usar a SIRS como critério diagnóstico.

SVCAST #09 – PARTE 01

 

SVCAST #09 – PARTE 02

 

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Até a próxima!

*Escrito e realizado por Mateus Bond Boghossian e Pedro Ribeiro

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Singer M, Deutschman CS, Seymour CW, Shankar-Hari M, Annane D, Bauer M, Bellomo R, Bernard GR, Chiche JD, Coopersmith CM, Hotchkiss RS, Levy MM, Marshall JC, Martin GS, Opal SM, Rubenfeld GD, van der Poll T, Vincent JL, Angus DC. The Third International Consensus Definitions for Sepsis and Septic Shock (Sepsis-3). JAMA. 2016 Feb 23;315(8):801-10. doi: 10.1001/jama.2016.0287. PubMed PMID: 26903338.
  2. Hotchkiss RS, Karl IE. The Pathophysiology and Treatment of Sepsis. N Engl J Med 2003; 348:138-150January 9, 2003DOI: 10.1056/NEJMra021333.

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