5 DORES DE CABEÇA CAUSADAS PELO ECG

11 jul

1 – Não saber reconhecer um ECG normal

ECG Normal

A enfermeira acabou de rodar o ECG no seu paciente com dor torácica e dá na sua mão “Doutor, vê aí se ficou bom”. Bate aquele desespero, você não sabe por onde começar: “vejo a frequência primeiro?”, “vejo o eixo?”, “ como vejo se está sinusal mesmo?”, “ será que teve troca de cabo?”. É dificuldade uníssona de qualquer médico novo (e não novo também) no mercado verificar informações básicas de um ECG, incluindo o mais básico de tudo: SE ELE ESTÁ NORMAL OU NÃO. Criamos um e-book sobre como Rodar um Eletrocardiograma.

2– Não saber posicionar os eletrodos

Eletrodos

O Eletrocardiograma possui mais de 10 eletrodos, alguns vão nos braços, outros nas pernas, outros no tórax, e se você ainda não foi obrigado a posicioná-los no seu plantão, considere-se um sortudo, doutor! Não é raro que outro profissional de saúde, como a enfermeira ou o seu colega de plantão médico peça sua ajuda para posicionar os eletrodos, e se o ECG vem “esquisito” então, com um D1 negativo, um avR positivo, é certo de te chamarem! E pode se preparando para lidar com as cores: verde, preto, azul, vermelho…

3– Insegurança para pontuar alterações vistas

ECGs Alterados

Sabe quando você no seu plantão e analisa um eletrocardiograma com alguma alteração estranha? Pode ser desde um simples D1 invertido que te faz pensar em desvio de eixo até o temido supra de ST. Vem na cabeça indagações como:  Esse supra é um infarto mesmo? Quantos milímetros tem que ter mesmo? Sim, sabemos que isso é muito comum na prática diária e dificulta o manejo rápido de pacientes potencialmente graves. A tão escassa segurança em “bater o martelo” naquela alteração que você vê no ECG é mérito de poucos (e pasmem, não só os cardiologistas). Veja quando um BRE significa ou não IAM. Vamos fazer uma aula ao vivo sobre ECG.

4 – Não saber lidar com interferências

ECG Interferências

É muito difícil quando no ECG aparecem aquelas linhas de base tremidas, ainda mais quando as menores ondas, como a P, estão pequenas no traçado. Vira um exato caos, você não sabe o que é onda P, o que é interferência e tem dificuldade até de ver a onda T. Pois é meu caro Doutor, e pode apostar que na maioria dos hospitais (principalmente no SUS) os aparelhos de eletrocardiograma sofrem as mais diversas interferências. Mas será que esse defeito é só do aparelho? Será que existem outros artefatos que pioram o traçado do seu ECG? Objetos de uso médico e do paciente? Poucos sabem essas respostas. Veja mais no e-book da Sala Vermelha.

5 – Não analisar o ECG de forma seqüenciada.

ECG Sequenciado

Por fim, te exponho o problema mais comum de todos nós: esquecermos de seqüenciar nossa análise.

“Começo por onde mesmo?” “Vi um supra!! Mas… Posso pular toda a análise?” “Analisei todo o ECG, mas acho que esqueci de alguma coisa….”

Essas e outras perguntas creio que todo médico já se fez, e realmente fazer análise na sequencia correta, ou pelo menos EM UMA SEQUENCIA CORRETA é essencial para o tratamento correto dos pacientes. E para piorar, ainda temos que fazer tudo isso com tempo contado, afinal a fila das emergências e PSs não pára, não é mesmo?

Se você se identificou com algum desses problemas que todo médico passa, ou já viveu algumas dessas situações, temos uma ótima notícia: nosso conteúdo é para você!

E não para por aí! Nos próximos dias, vamos lançar vídeos e outros textos que abordam justamente as respostas para todas essas perguntas. Vai ficar de fora dessa!? Se inscreva aqui na nossa newsletter e receba tudo em primeira mão!

E para ir aquecendo nossos próximos encontros, clique aqui e baixe nosso guia de 14 passos para rodar um ECG com perfeição.

Até a próxima, SV!

Gabriel Paes, instrutor da Sala vermelha.

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